ALOJAMENTO LOCAL E COSTA ALENTEJANA NO TOPO DAS PREFERÊNCIAS DOS PORTUGUESES

ALOJAMENTO LOCAL E COSTA ALENTEJANA NO TOPO DAS PREFERÊNCIAS DOS PORTUGUESES

O Alojamento Local reforçou o seu peso nas preferências dos portugueses para as férias de verão, enquanto a procura por hotéis permaneceu praticamente inalterada. Paralelamente, o mapa das escolhas nacionais está também a mudar, com a Costa Alentejana a assumir a liderança entre os destinos portugueses e o Norte Litoral a registar uma das maiores subidas face a 2019.

O Alojamento Local consolidou a sua posição como principal opção de alojamento para as férias dos portugueses. Na comparação entre 2019 e 2026 apresentada num estudo do IPAM, o peso desta tipologia aumenta de 41% para 50% das preferências, enquanto os hotéis permanecem estáveis nos 29%, refletindo uma crescente procura por este tipo de alojamento.

Também ao nível dos destinos registam-se alterações relevantes. Portugal continua a ser a principal escolha dos portugueses, reunindo 50% das preferências, mas a distribuição interna mudou de forma expressiva.

Praia da Ilha do Pessegueiro, Porto Covo | O Alentejo Litoral afirma-se como o destino nacional preferido dos portugueses para as férias de verão, ultrapassando o Algarve, segundo o estudo.

O Alentejo Litoral mais do que duplicou o seu peso nas preferências, passando de 29% para 60% e assumindo a liderança entre os destinos nacionais. O Norte Litoral quase triplicou a sua expressão, subindo de 13% para 38%, enquanto o Algarve fez o percurso inverso, recuando de 48% para 30%. Em sentido inverso, os destinos europeus reforçaram igualmente a sua atratividade, passando de 34% para 40% das preferências.

O estudo revela ainda que 79% dos portugueses tencionam gozar férias este verão. Embora abaixo dos 85% registados em 2019, o valor confirma que este continua a ser um período ao qual a maioria não está disposta a abdicar. Entre quem vai de férias, 73% sairá da residência habitual, exatamente a mesma percentagem registada há sete anos.

A praia continua a ser o principal fator na escolha do destino, indicada por 47% dos participantes, mas perde importância relativamente aos 59% registados em 2019. Ao mesmo tempo, o preço e a oferta cultural ganham peso, sendo ambos referidos por 13% dos inquiridos.

Foz do Douro (Porto)

O período de férias mantém-se praticamente inalterado. A opção por duas semanas continua a ser a mais comum, escolhida por 57% dos portugueses. Apesar do contexto económico, o orçamento médio previsto para as férias aumenta para 750 euros por pessoa, mais 38 euros do que em 2019. Ainda assim, prevalece uma atitude de contenção. 43% dos inquiridos esperam gastar menos do que no verão passado, outros 43% preveem manter o mesmo nível de despesa e apenas 14% admitem aumentá-lo.

O subsídio de férias continua a desempenhar um papel determinante no financiamento deste período. Cerca de 77% dos portugueses recorrem a este rendimento para suportar as despesas das férias, sendo que 30% afirmam depender totalmente dele.

A preparação das férias tornou-se igualmente mais digital. A internet é utilizada por 86% dos inquiridos para pesquisar informação, acima dos 67% registados em 2019, e a Inteligência Artificial surge pela primeira vez entre as ferramentas de planeamento, já utilizada por 21% dos participantes. As plataformas online continuam igualmente a dominar as reservas.

Jardim do Morro, Vila Nova de Gaia | Para lá da forte projeção turística internacional, o Norte Litoral afirma-se cada vez mais como destino de férias dos portugueses, sendo uma das regiões que mais Foz do Douro (Porto) cresce nas preferências registadas pelo estudo.

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